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sábado, 22 de setembro de 2012


 Estava impaciente, tinha um plano em minha cabeça mas só poderia realiza-lo a noite. O dia passou lentamente, o que me deixava mais impaciente.
  
 Meu pai sempre disse: Quanto mais se espera, mais lento o tempo passa. Sempre escutei essa frase dele quando estava preocupado com algo, ou quando esperava uma carta da mamãe quando ficava muito tempo fora de casa, e pensando bem, faz sentido.
  
A noite chegou finalmente, passei o dia tentando achar algo pra fazer para que meu pai não desconfiasse que eu ainda pensava na carta. Andei a cavalo, brinquei com Max meu cachorro, toquei piano umas mil vezes... sem que meu pai desconfiasse de nada. 

 Meu plano era o seguinte: eu iria subir ao quarto do meu pai e iria pegar a carta e sair numa boa. Parece fácil né? MAS NÃO É! O quarto do meu pai é protegido por guardas e com certeza ele falou para eles ficarem atentos caso eu tentasse entrar, sem contar que a carta está no cofre, com a chave dentro da caixa de música... que por sinal era um lugar muito fácil para esconder a chave de um cofre. Tinha que improvisar para passar por tudo isso.

 Primeiro passo: Tentar distrair os guardas para que eu possa entrar. 

 Subi as escadas na ponta dos pés, avistei dois guardas parados na porta, tive uma ideia instantânea. Então eu disse:

 - Guardas! Preciso de vocês AGORA!
  E eles disseram:
 - O que aconteceu princesa?
 - Ouvi um barulho no jardim, e mais cedo eu vi que os portões não estavam bem fechado. Acho que tem um ladrão aqui! Vão lá ver, por favor. - Falei com um ar de desespero total.
 - Mas princesa, tem guardas lá fora. Caso houvesse alguém lá eles iriam ver.
 - Mas eles não sabem que tem alguém lá. Como eles vão procurar alguém que eles não sabem que está lá? Vão logo ou eu chamo meu pai e ele resolve esse problema sozinho!

 E sem pensar mais eles foram.
 Segurei o riso e depois de esperar eles sumirem de vista, entrei no quarto.




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